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Compre do Pequeno: ‘Precisamos da colaboração da comunidade’, diz Bebidas Rinco

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Diretor destaca que fábricas retribuem apoio de consumidores com emprego e renda na região

Por: Frente Parlamentar | 08/06/2020

“Precisamos da colaboração da comunidade, em geral, para que possamos nos manter vivos no mercado”, afirma o diretor da indústria Rinco Bebidas, Guilherme Peixoto Soares. Ele ressaltou, nesta segunda-feira (8), ao Portal de Bebidas Brasileiras, que vem se esforçando para manter as estruturas do negócio em funcionamento, mesmo com as quedas no faturamento mensal, provocadas pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus no Brasil. A empresa está localizada em Rio Verde, a 220 quilômetros de Goiânia.

A fábrica apoia a Frente Parlamentar Mista Bebidas Brasil, que fortalece a campanha “Compre do pequeno”. A mobilização busca a valorização dos produtores de bebidas regionais e do comércio local, principalmente durante a crise provocada pela Covid-19, doença que assombra o país com quase 700 mil casos confirmados e cerca de 36 mil mortes.

Soares, que é formado em contabilidade pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), estima que a queda nas vendas da fábrica chegou a cerca de 30%, entre março e abril, e que, em maio, se manteve em 20%. Ele explica que a distribuição não está ocorrendo no mesmo patamar que o de anos anteriores, mas, conforme pondera, os colaboradores da empresa estão fazendo “de tudo” para conseguirem seguir no mercado.

Refrigerantes de limão, laranja, guaraná e cola, produzidos pela indústria Bebidas Rinco – Foto: Divulgação

Dificuldades enfrentadas durante a crise

Segundo o executivo, as principais dificuldades da empresa durante a pandemia têm sido a redução no faturamento, o que, de acordo com ele, causa consequências financeiras, como problemas no fluxo de caixa. Ele critica que, ao contrário do governo federal, o governo estadual não promoveu nenhuma redução em relação ao pagamento dos impostos, prejudicando ainda mais os pequenos e médios empresários da região.

Soares aponta que os restaurantes e pequenos comércios não devem voltar ao funcionamento normalmente, mesmo com a reabertura de pontos de venda pelo governo estadual. O administrador das Bebidas Rinco observa que a população deve restringir idas e vindas aos estabelecimentos por temor aos resquícios da doença.

Preparação para enfrentar isolamento social prolongado

“Goiás começou a ter um aumento no índice de contaminação do vírus. Então, começamos em falar em uma nova fase de mercado’, tanto na cidade de Rio Verde quanto no Estado como um todo”, conta o diretor. “Temos que estar preparados para enfrentar, possivelmente, mais um longo período de isolamento”, assevera ele.

O executivo de bebidas afirma que a direção da fábrica está tendo muita cautela em relação ao compromisso de manter a saúde financeira. Soraes ressalta que o retorno financeiro sobre as vendas não deve ser tão eficaz neste período de pandemia.

Organização na empresa para seguir trabalhando

Para seguir com os trabalhos de produção e distribuição durante o período crítico da saúde mundial, a indústria de Rio Verde se adequou às recomendações de prevenção dos órgãos de saúde. Segundo o diretor, instruções para evitar reuniões com grande número de participantes, seguir o distanciamento proposto entre colaboradores dentro da fábrica, utilização de máscaras e uso de álcool em gel, além de disponibilizar materiais de higiene motoristas e entregadores, são alguns dos procedimentos para a sequência na produção do negócio.

“Com os decretos de isolamento social e fechamento do comércio, nossa cidade foi muito cautelosa no início desse processo. Focamos em implementar todas as medidas preventivas dentro da Rinco”, explica Soares. Ele também é formado em gestão empresarial pela FGV.

Por que valorizar os produtos regionais?

“É uma coisa bastante óbvia. Nós [empresas regionais] estamos tentando manter todos os empregos sem exceção, sejam diretos sejam indiretos. Isso significa um esforço muito grande da nossa parte, porque o faturamento não está tendo a rentabilidade que poderia ter”, destaca o empresário. “Estamos fazendo sacrifício muito grande para poder manter toda a estrutura em funcionamento sem tirar nenhuma carga em termos de salários ou empregados”, completa Soares.

O diretor afirma que se o consumidor compra o produto das fábricas e comércios locais, o que, segundo ele, faz a “roda girar” e, por isso, esses negócios conseguem manter os empregos e o funcionamento da produção. No entanto, ele alerta que, se produtores e comerciantes tiverem uma redução drástica nos volumes de venda, haverá consequências ruins para a economia da região. A fábrica faz parte das mais de 100 indústrias associadas da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil).